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Bloco do eu sozinho

BOLSONARO É UM CADÁVER ambulante que caminha pelos largos corredores do Planalto. Não governa e nem reina. Apenas obedece ao que lhe é imposto pelo tal ‘Centrão’, cada vez mais entranhado no Poder e demonstrando um apetite insaciável por cargos e oportunidades. Bolsonaro é uma espécie de Bobo-da-Corte. Aquele que faz piruetas, cospe fogo e ensaia malabares diante da verdadeira nobreza. É o dedo sujo de quem não quer sujar as mãos. Tornou-se um lacaio – que talvez sempre tenha sido – ao submeter-se à vontade dos poderosos endinheirados. No fundo, deve estar decepcionado com os resultados. Estão prestes a retirar a escada e deixa-lo com a brocha nas mãos. Ou, até mesmo, é tão idiota que nem conseguiu entender a mensagem.

O FATO É QUE ELE SE IMAGINAVA sair cuspindo fogo do 7 de setembro e, quando se deu conta, viu que a montanha lhe pariu um camundongo. O presidente tornou-se um mero e ineficaz porta-voz dos poderosos, excedendo na dose e mal calculando seus efeitos. Vai pagar por isso, claro, mesmo sob o abrigo do guarda-chuva ocasional que ainda imagina ter no Congresso. Cedo ou tarde, haverá de perceber que está só. Alguns de seus mais ‘recentes’ amigos de infância já não disfarçam o mal-estar em defende-lo. Muitos atrevem-se a falar em impeachment. O Bobo da Corte terá que se virar nos 30. Terá a companhia pouco ou nada aproveitável de seus indóceis filhotes

BOLSONARO QUEBROU REGRAS inquebrantáveis; maculou condutas ‘imexíveis’ e sacramentou a idiotice como linguagem oficial de um país que ainda pensa. Sua falta de capacidade intelectual exala mau cheiro. Não é político e mal foi militar. Foi expulso do exército por má conduta. Viveu 29 anos sob a custódia da milícia carioca. Não há como particularizar sua vida, sem ofender a sociedade – esqueçamos, portanto, o muito que se sabe a respeito disso. Voltemos à política. Milhões de brasileiros esperavam dele um pronunciamento no 7 de setembro. Algo como justificar a volta da inflação, o aumento exagerado do gás, as bombas de gasolina, a quebra de conquistas trabalhistas e sociais…

PREFERIU ATAQUES PESSOAIS, ressaltou ou fulanizou inimigos que nunca lhe deram importância, importou-se em valorizar o próprio cargo e determinou – com falta de firmeza, mas com excesso de autoritarismo – que ele é a verdadeira, única e indiscutível Constituição. Esse autoritarismo extemporâneo diminui o que somos. Lá fora, o Brasil virou piada, nós, brasileiros, somos anedotas. O golpe previsto para o 7 de setembro foi adiado. Mas é bom ficar de olho. O Bobo da Corte continua no Poder.

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José Fernando Chiavenato
Jornalista e escritor