Falta de qualificação profissional deixa vagas de trabalho abertas na região de Araçatuba

A falta de interesse do trabalhador e de qualificação acaba se refletindo em perda de competividade para as empresas.

A situação é inusitada. Cerca de 12 milhões de brasileiros estão desempregados, segundo o IBGE. Ainda assim, na região Noroeste Paulista, tem vaga sobrando e empresa com dificuldade para preencher o quadro de funcionários.

Um frigorífico de Andradina, por exemplo, abriu 80 vagas, mas apenas 50 candidatos apareceram para as entrevistas. Em Araçatuba, várias empresas estão passando por situação semelhante. Uma delas é a do especialista em tecnologia da informação, Éder Castanheiro. “Estamos precisando contratar aprendiz de cyber segurança, técnicos de telecom, supervisor equipe de TI e telecom, e técnicos de poste, mas não estamos conseguindo encontrar profissionais qualificados”, afirma Castanheiro.

Chama também a atenção a remuneração inicial oferecida para algumas vagas na empresa de TI e telecom: R$ 7 mil. E mesmo assim, nada de elas serem preenchidas.

A mesma coisa ocorre na mecânica automotiva do empresário Amilton Galante. Desde o meio do ano passado ele tem vaga para mecânico, e até aumentou o salário em 40%, mais comissionamento. Mas não adiantou. “Estamos até treinando profissionais recém-formados no Senai, mas isso não tem suprido a nossa necessidade”, comenta Galante.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho de Araçatuba, Marcelo Mazzei, a falta de qualificação, em alguns casos, e o empreendedorismo de quem não quer mais ser empregado, explicam a dificuldade das empresas em contratar.

O problema, segundo ele, é que a falta de interesse do trabalhador e de qualificação acaba se refletindo em perda de competividade para as empresas. “Estamos em contato permanente e constante com as unidades do sistema S (Senai, Senac, Sesc etc.), assim como com universidades, para fomentar a formação adequada de profissionais dos mais diversos setores produtivos. Trata-se de uma oportunidade que o trabalhador não pode perder, assim como a região como um todos, para se desenvolver”, finaliza o secretário.

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