Mesmo com reclamações sobre enchentes, prefeitura entrega obras da Avenida do Café

Cerimônia de inauguração foi realizada nesta quinta (17); para moradores, situações de enchentes é problemática

Corredor de ônibus da Avenida do Café - Foto: Divulgação
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A prefeitura de Ribeirão Preto entregou, nesta quinta-feira (17), a obra do corredor de ônibus e a ciclovia da avenida do Café, zona Oeste da cidade. Mesmo contestada por moradores e comerciantes, que reclamam de enchentes recorrentes no local, a cerimônia de inauguração contou com a participação do prefeito Duarte Nogueira (PSDB).

Iniciada em novembro de 2019, a obra do corredor foi executada por toda a extensão da avenida, incluindo uma ciclovia, em seus 3,23 quilômetros, desde o terminal de ônibus Dra. Evangelina de Carvalho Passig até a Universidade de São Paulo (USP). Segundo a Transerp, a obra representa um impacto positivo a exatos 116.709 usuários do transporte coletivo urbano.  Ao todo, são 12 novos pontos de ônibus cobertos e com bancos, sendo seis em cada lado da avenida.

Ao participar da solenidade de inauguração, o prefeito destacou que este é o primeiro corredor do transporte coletivo entregue ao município dentro do conjunto de obras viárias que ocorrem em todas as regiões da cidade.

“Esta obra na avenida do Café faz parte dos 11 corredores de ônibus do programa Ribeirão Mobilidade, em um total de 56 quilômetros. É a mobilidade, o paisagismo, a melhoria urbanística, o conceito de cidade integrada, espaço para mais pedestres, mais integração dos modais, em especial a bicicleta, dentro de um conceito de planejamento para diminuir os congestionamentos em nossas vias,  garantindo menos tempo no trânsito para todos”, disse Nogueira”.

Reclamações

Um dos moradores do local a reclamar foi Felisberto Gonçalves da Silva Junior, que mora e tem uma empresa na avenida do Café. Ele conta que, apenas na última semana, houve alagamento no local nas duas chuvas mais fortes que caíram sobre a região – uma no domingo (12) e outra na terça (15). “Fizeram as obras, mas os alagamentos continuam os mesmos”, disse.

O caso também foi alvo de atenção do vereador Alessandro Maraca (MDB), que solicitou, em 8 de dezembro, através de requerimento, que a obra sofresse adaptações para sanar o problema. “Na via, encontramos galerias danificadas e entupidas, trazendo-nos grandes preocupações”, disse o vereador, no documento.

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