Denúncia: ONG acusa Secretaria de Assistência Social de LGBTFOBIA

Representação aponta falhas em centro criado para atender a população

ONG afirma que atividades do centro não são divulgadas

A ONG (Organização Não-Governamental) Arco-Íris acusa a Secretaria municipal de Assistência Social de Ribeirão Público de sabotar o trabalho recém-inaugurado Centro de Cidadania LGBTQIA+ “Luana Barbosa dos Reis”. O objetivo, segundo a entidade, é fechar o órgão por falta de demanda. A secretária Renata Corrêa Gregoldo não quis dar entrevista. O caso é alvo de uma representação ao Ministério Público.

O presidente da ONG, Fábio de Jesus, aponta a falta de divulgação das ações e de sinalização adequada do espaço, além da diminuição do horário de funcionamento

“Inicialmente, o Centro funcionaria das 8h às 18h, mas hoje ele abre das 12h às 15h. Eu acredito que o centro não esteja sendo divulgado para evitar demanda e assim ela poder fechar com a prerrogativa de que não tem procura”, exemplifica.

O ativista LGBT Thiago Sá também critica o modo como o centro de cidadania foi colocado em funcionamento. “Após tanta luta, encabeçada pela ONG Arco-íris presidida pelo Fábio Jesus, assistimos um desmanche do projeto inicial. Não há divulgação do espaço, não há sequer demonstração interesse da nossa administração em falar sobre. O projeto que visava proporcionar acolhimento, agora causa afastamento. Que o projeto seja revisto e possamos ter um Centro de Cidadania digno para acolhimento da nossa população”, opinou.

Procurada pelo Grupo Thathi de Comunicação, a secretária de Assistência Social, Renata Corrêa Gregoldo, afirmou não ter espaço em sua agenda para conceder entrevista sobre o tema.

Em nota, a pasta afirmou que “repudia qualquer forma de preconceito e prega pela igualdade de direitos entre todos os cidadãos” e que “Em relação ao Centro de Cidadania, o equipamento está aberto para receber demandas e auxiliar na promoção de eventos da sociedade LGBTQIAP+”.

O Centro

A unidade leva o nome de Luana Barbosa dos Reis, uma mulher lésbica vítima de espancamento por policiais militares em Ribeirão Preto no de 2016. O projeto recebeu uma emenda parlamentar de R$ 100 mil, obtida através da ONG Arco-íris, além de uma contrapartida do município de R$ 60 mil.

O objetivo do espaço é ser uma referência para população LGBTQIA+ vítima de violência e contaria, em período integral, com uma equipe completa de acolhimento: com advogado, psicólogo e assistente social.

Cada profissional contratado, no entanto, presta apenas oito horas de serviço no órgão por mês.

Confira a entrevista concedida por Fábio de Jesus:

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