Construtora recolhe veículos e encerra trabalho em obras da prefeitura após falta de pagamento em Ribeirão

A construção de um viaduto na zona Norte, assim como a obra do túnel da avenida Nove de Julho, foram interrompidas por completo após a demissão de 66 funcionários nos últimos dois dias

Trabalhadores realizam a retirada dos materiais - foto: Reprodução

A construtora Contersolo, contratada pela Prefeitura de Ribeirão Preto para a construção de um viaduto na avenida Brasil, assim como o túnel da avenida Nove de Julho, recolheu seus veículos e encerrou as obras após falta de pagamento.

A informação foi veiculada, de forma exclusiva, pelo programa Thathi Repórter, comandado pelos jornalistas José Fernando Chiavenato e César Caparelli.

Segundo informação divulgada no programa, as obras foram interrompidas por completo após a demissão de 60 funcionários nesta quarta-feira (28), além da suspensão do contrato de outros seis servidores hoje, quinta-feira (29).

A empresa, com sede no Paraná, pede uma nova análise do contrato devido aos custos da construção, que são maiores do que o previsto para a realização da obra. Existe ainda a possibilidade de recontratação de todos os funcionários caso um novo acordo com a prefeitura seja firmado.

O Grupo Thathi entrou em contato com a empresa Contersolo Construtora de Obras, no Paraná,  porém recebeu informações de que deveria ouvir o escritório local da empresa em Ribeirão Preto. No local, um engenheiro que se identificou como William, responsável pelas obras, confirmou que 66 funcionários foram dispensados esta semana e poderão ser recontratados se houver acordo novamente com a prefeitura.

Ainda segundo o funcionário, o canteiro de obras do túnel da 9 de julho já está lacrado e sem nenhum maquinário. O engenheiro não quis confirmar se há atraso nos pagamentos da prefeitura ou se a questão é só um reajuste de valores.

Outro lado

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto, através da Secretaria de Obras Públicas, afirmou que “o viaduto está com 60% das obras concluídas. A empresa que executa a obra solicitou um reequilíbrio financeiro, que já está sendo analisado pela prefeitura de Ribeirão Preto. A solicitação está prevista em contrato, em razão da alta do aço no mercado nacional, já que a obra é basicamente composta de aço e concreto. As tratativas estão sendo realizadas e devem ser concluídas nos próximos dias”.

Em participação no programa Thathi Repórter, na manhã desta quinta-feira (29), o secretário de Obras, Pedro Luiz Pegoraro, negou o atraso de pagamentos à empresa e disse que a prefeitura segue em negociação sobre valores.

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